enxergamos o mundo a partir de como somos - isso não significa que, por exemplo, enxergamos o mundo um lugar ruim porque somos pessoas ruins, mas o enxergamos desta forma porque aprendemos, a partir das nossas experiências, a enxergá-lo assim. certa vez li um texto chamado “o mundo é um espelho”, não lembro de que autoria, que dizia mais ou menos isso. o mundo é, de fato, um espelho, cada um enxerga no mundo um reflexo de si.
toda beleza e toda dor que enxergamos no mundo nada mais é do que um reflexo de quem somos, do nosso passado e presente. é como se cada um enxergasse o mundo através de uma lente única, exclusivamente sua, o que faz com que as situações e coisas tenham pesos diferentes, cores diferentes, sabores diferentes.
cada ser humano é um mundo, cada ser humano constrói um mundo para si - não necessariamente de forma consciente.
é como se, de certa forma, cada um vivesse em um mundo próprio, fruto de determinadas experimentações, as quais nos fazem reagir de determinadas formas a determinados estímulos, a sentir determinadas coisas em determinadas circunstâncias, a focalizar em determinados assuntos, a compreender melhor determinados conceitos, a ser mais afetado por determinadas causas.
o mundo, em si, não possui significado próprio - não passamos de grandes atribuidores de significados. infinitas são as subjetivações que criamos.
cs. (univversos)
Lettre a mon amour